segunda-feira, 21 de março de 2011

DIA DA ÁRVORE

As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas.

E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.

As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».

É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.

Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.



Jorge Sousa Braga



domingo, 27 de fevereiro de 2011

O maravilhoso mundo microscópico




O MICROSCÓPIO

No século XVI, o aperfeiçoamento dos sistemas de lentes, expandiu-se. Antonie Van Leeuwenhoek e Zacharias Jansen, fabricantes de óculos, desenvolveram os primeiros microscópios simples e compostos, respectivamente. Estes aparelhos utilizavam a luz reflectida pelo objecto fortemente iluminado. Vários modelos foram a seguir construídos, entre os quais alguns de valor histórico, como por exemplo, o de Robert Hooke.
Os microscópios óticos modernos são descendentes sofisticados do microscópio composto de Hooke e muito mais poderosos do que os pequenos instrumentos usados pelos cientistas no início do século XVII. Estão dotados de 2 sistemas de lentes de cristal (oculares e objetivas) que produzem ampliações de imagem que vão em geral de 100 a 1000 vezes, deste modo revelando detalhes, até então invisíveis para a nossa visão.

O microscópio eletrónico foi inventado no início dos anos 30, por Ernest Ruska e Max Knoff. Esses instrumentos utilizam feixes de eletrões e lentes eletromagnéticas, em vez da luz e das lentes de vidro, permitindo ampliações até um milhão de vezes.
Hoje em dia há 3 tipos básicos de microscópio eletrónico: transmissão (para observação de cortes ultrafinos), varrimento (para observação de superfícies) e tunelamento (para visualização de átomos).


A CÉLULA - UNIDADE BÁSICA DOS SERES VIVOS

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Dionaea muscipula, planta carnívora

As folhas das plantas carnívoras funcionam como armadilha, facilitando a atracção e captura das presas.





segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

FLORES



CONSTITUIÇÃO DA FLOR

Quanto aos constituintes, uma flor pode ser:
_completa, com órgãos de suporte (pedúnculo e receptáculo), de protecção (sépalas e pétalas) e reprodutores (estames e carpelos);
_incompleta, quando lhe falta algum dos constituintes


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

DIVERSIDADE DE FOLHAS NA NATUREZA



As folhas são os órgãos da planta que se desenvolvem a partir das gemas do caule. São responsáveis pela produção de alimento, pela transpiração e pela respiração da planta.



Apesar de apresentarem grande diversidade, podemos considerar que as folhas completas são constituídas por:


Bainha - parte da folha que envolve parcialmente o caule
Pecíolo - parte alongada da folha que suporta o limbo e é denominado
                   vulgarmente “pé da folha”
Limbo - parte espalmada e laminar da folha onde se distinguem:
  Página superior - face voltada para a luz;
  Página inferior - face voltada para o solo;
  Margem - linha que delimita o limbo;
  Nervuras - canais condutores (salientes) existentes no limbo.


Se a folha não tiver pecíolo ou bainha, diz-se que é incompleta.

 
Podemos distinguir as folhas atendendo a quatro critérios:

Recorte da margem do limbo


Quanto ao recorte as folhas podem ser inteiras, quando a margem é lisa, ou recortadas, quando a margem do limbo é recortada.


´

 
Divisão do limbo


Quanto à divisão do limbo, as folhas podem ser simples (quando o limbo está inteiro) ou compostas (quando o limbo é composto por folíolos)




Nervação


Quanto à nervação, as folhas podem ser uninérveas, peninérveas, paralelinérveas ou palminérveas .








Uninérvea - Folha com apenas uma nervura












 



Peninérvea - Folha aérea com uma nervura principal e    várias secundárias






 Paralelinérvea - Folha com nervuras paralelas







Palminérvea - Folha com várias nervuras principais a saírem da base do limbo












Forma do limbo
Quanto à forma do limbo existe uma grande quantidade de designações que estão no seguinte quadro:






sábado, 22 de janeiro de 2011

DIVERSIDADE DE FOLHAS










Pastoral


Não há, não,
duas folhas iguais em toda a criação.

Ou nervura a menos, ou célula a mais,
não há, de certeza, duas folhas iguais.

Limbo todas têm,
que é próprio das folhas;
pecíolo algumas;
baínha nem todas.

Umas são fendidas,
crenadas, lobadas,
inteiras, partidas,
singelas, dobradas.

Outras acerosas,
redondas, agudas,
macias, viscosas,
fibrosas, carnudas.

Nas formas presentes,
nos actos distantes,
mesmo semelhantes
são sempre diferentes.

Umas vão e caem no charco cinzento,
e lançam apelos nas ondas que fazem;
outras vão e jazem
sem mais movimento.

Mas outras não jazem,
nem caem, nem gritam,
apenas volitam
nas dobras do vento.

É dessas que eu sou.


António Gedeão (Poesias Completas, 1956-1967)

domingo, 16 de janeiro de 2011

A VIDA SECRETA DAS PLANTAS



NA BIOSFERA EXISTE UMA GRANDE DIVERSIDADE DE PLANTAS COM FORMAS, DIMENSÕES E CORES MUITO VARIADAS, UMAS COM FLOR, OUTRAS SEM FLOR...
VÊ ESTE CONJUNTO DE 5 FILMES, DA AUTORIA DE DAVID ATTENBOROUGH E DEIXA-TE SURPREENDER.

Espero que tenhas gostado. Deixa sempre um comentário para me ajudar a melhorar o blogue.

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